.Hack//Sign e a representação da genialidade de Yuki Kajiura.
“Você pode ouvir a uma das músicas dela pensando que é uma boa e aconchegante canção, então de repente a escuridão toma conta de você. O trabalho de Kajiura é quase venenoso, em um bom sentido, é claro.” – Mashiro Koichi, diretor de .Hack//Sign.
O trabalho dela está atualmente em tamanha ascensão no Japão que para se ter uma ideia os últimos grandes hits (sejam de vendas, popularidade ou critica) foram de sua autoria, falo respectivamente de Mahou Shoujo Madoka Magica, Fate/Zero e Sword Art Online. E mesmo tendo seus atuais trabalhos aclamados (apesar de sofrer algumas criticas por estar sendo repetitiva de mais), é na OST de .Hack//Sign que realmente podemos ver a sua essência e estilo na forma mais pura, em uma fase que Yuki revelou definitivamente para todos o seu talento, algo que já chamava a atenção desde Noir.
Durante a produção do anime, Yuki impressionou-se com a voz de uma mulher chamada Emily Bindiger que já havia feito uma parceria anos antes com a Kanno Yoko em uma música para Cowboy Bebop. Emily tem um timbre de voz suave, mas que consegue atingir notas altas resultando em uma melodia que se assemelha aos de corais o que a faz se encaixar perfeitamente nas influencias célticas e europeias que Yuki utilizou na construção de suas soundtracks no anime.
Curiosidade: Mashiro Koichi confessou ao falar sobre o trabalho dela na NewType que elevou o volume da música de fundo de propósito para a série porque dava um ajuste perfeito às situações o que apesar de destacar ainda mais a qualidade da OST, não foi do agrado de alguns críticos que disseram que esse volume “exagerado” atrapalhava os diálogos dos personagens.